As melhores de Schumann

Posted by By at 6 October, at 01 : 58 AM Print

Tracklist:
Peças de Fantasia, Op. 12
1. À Noitinha
2. Vôo
3. Por Quê?
4. Caprichos
5. De Noite
6. Fábula
7. Sonhos Turbulentos
8. Fim do Canto
9. Arabesque em Dó Maior, Op. 18

Cenas Infantis, Op. 15
10. De Povos e Terras Distantes
11. História Curiosa
12. Cabra-Cega
13. Criança Suplicante
14. Felicidade Perfeita
15. Grande Acontecimento
16. Devaneios
17. À Lareira
18. Cavaleiro do Cavalo-de-Pau
19. Quase Sério Demais
20. Meter Medo
21. Criança Dormindo
22. Fala o Poeta

Cenas da Floresta, Op. 82
23. Entrada
24. Flores Solitárias
25. Pássaro Profeta
26. Despedida

Biografia e obras

Robert Schumann nasceu na Saxônia em 8 de junho de 1810, o quinto e último filho de um livreiro e romancista, August Schumann e Johanna Schumann. Schumann começou a compor antes da idade de sete anos, mas sua infância foi gasto no cultivo da literatura tanto quanto a música.
Como o seu pai era bibliotecário, Schumann, pode descobrir com facilidade a obra de Shakespeare, verdadeiro emblema para os jovens que se rebelavam contra a ortodoxia do Classicismo.Lendo também á obra mais atual de Lord Byron e também outros autores como Walter Scott e Jean Paul, escritor que Robert admirava ao ponto de em 1828, empreender uma peregrinação a Bayreuth para visitar o seu túmulo.
Em 1826 o seu pai morreu, fato que Robert jamais superou em razão do enorme sofrimento da sua perda. Pouco depois viajou até Leipzig, a cidade de Johann Sebastian Bach, a fim de matricular-se na faculdade de Direito. Mais tarde em Heidelberg, retomou o estudo das leis, inscrevendo-se na cátedra de Justus Thibaut. Todavia, os verdadeiros ensinamentos deste grande filósofo começariam após o horário escolar, quando este se reunia com o aluno para lhe confessar que era a música a sua verdadeira paixão. O facto de ter conhecido a pianista Ignaz Moschelese o fascínio por Niccoló Paganini acabaram por lhe determinar o destino.
Em 1830, em Leipzig passou a dedicar-se exclusivamente à música, com auxílio de seu professor Friedrich Wieck e Heinrich Dorn, mestre de capela da catedral daquela cidade.
Enquanto este último lhe ensinou composição e harmonia, o primeiro transmitiu-lhe o amor pelo piano. Porém, em casa de Wieck, Schumann descobriu um outro importante foco de afeto: Clara, consumidora entusiasta de poesia e prometedora do piano. Robert apaixonou-se perdidamente por ela, sendo algumas das suas obras dedicadas a ela. Somente a activa oposição do velho Wieck conseguiu adiar o casamento até 1840.
Tendo o sonho de se tornar um solista, viu-se incapacitado devido a seu interesse pela composição, atividade que apreciava bastante.
A sua tendência era revolucionária na época, não gostava das – usando suas próprias palavras – áridas escolas do contraponto e da harmonia. Teve na análise das obras de Mozart, Schubert e Beethoven, dentre outros, sua principal influência composicional.
Em conjunto com amigos e intelectuais da época fundou o Neue Zeitschrift für Musik (Nova Revista para a Música). Um jornal voltado para a música, em 1834. Nos dez anos em que esteve à frente deste, teve uma rica produção artística.
Foi diretor musical na cidade de Düsseldorf em 1850. Foi forçado a renunciar o cargo em 1854, devido ao seu estado avançado de doença mental. Na verdade, Schumann teve um longo histórico de transtorno mental, com suas primeiras manifestações em 1833 como um episódio depressivo melancólico grave, que se repetiu várias vezes, alternando com fases de “exaltação” e idéias cada vez mais delirantes de ser envenenado ou ameaçados com itens metálicos. Depois de uma tentativa de suicídio em 1854, Schumann foi internado em um asilo para doentes mentais em Endenich, perto de Bonn, Alemanha. Foi diagnosticado com “melancolia psicótica”. Ele morreu em 29 de julho de 1856 em Endenich sem ter se recuperado de sua doença mental.
Diagnósticos hipotéticos das doenças Schumann variam de paralisia geral progressiva (ou sífilis terciária) a encefalopatia hipertensiva, com evidências mais convincentes de ter sido ou esquizofrenia (“demência precoce”, “catatonia periódica”) ou transtorno bipolar. Ideias delirantes, ideias de referência, bem como alucinações auditivas(ele estaria escutando a nota Lá em todos os lugares, o que o perturbou profundamente) apoiam um diagnóstico no espectro esquizofrênico. No entanto, a noção de que Schumann tinha um transtorno bipolar, possivelmente com características psicóticas, é fundamentada pelo curso ondulante de sua doença com fases depressiva e hipomaníacas distintas, bem como sua recuperação desses episódios individuais com restauração plena de suas habilidades musicais e de composição.

Posts - Portuguese, Robert Schumann , , , , ,

Related Posts

Post Your Comment